Os primeiros registros referentes ao Bixiga são de 1559, e dão conta de uma grande fazenda chamada Sítio do Capão, cujo dono era o português Antônio Pinto (capão é uma porção de mato isolado no meio do campo). Décadas mais tarde o local passou a se chamar Chácara das Jabuticabeiras, devido ao grande número de frutas existente nas imediações. já na segunda década do século 18, o local pertencia a Antônio Bexiga. Ao que parece o proprietário fora vítima da varíola - bexiga era o nome popular da doença e os enfermos eram conhecidos como bexiguentos.
Não foi todo mundo que gostou do Bixiga - é bom lembrar que o "e" da palavra Bixiga passou a "i" devido à boa fala popular. Em 1819, um viajante francês chamado Saint Hilaire, percorreu grande parte do Brasil, inclusive São Paulo, e depois publicou um livro a respeito. Nele escreveu que a única estalagem da cidade era a de um português alcunhado de "Bexiga", e que era imunda - fora então pernoitar na chácara Água Branca, em Pinheiros.
O Bixiga foi crescendo lentamente, sempre dominado pela dualidade de idiomas (português e italiano). Aliás, em algumas Ruas do bairro o italiano era muito mais falado do que a língua-pátria. Quando não era uma das duas, era a junção de ambas - que o compositor Adoniran Barbosa eternizou em centenas de canções e mesmo não sendo do bairro, acabou como símbolo do mesmo.
Em 1948, finalmente o Bixiga encontrou, a sua vocação. Ela o tornaria o mais paulistano e o mais boêmio de todos os bairros da capital. Nesse ano, Franco Zampari alugou um prédio na Rua Maior Diogo e nele instalou o TBC - Teatro Brasileiro de Comédia -, que seria a grande semente da agitada vida cultural e noturna do Bixiga, que perdura e cresce a cada dia. Foi o primeiro passo para transformar o bairro na "Broadway-Bixiga". Novas casas de espetáculos foram sendo montadas, como o Teatro Imprensa, o Sérgio Cardoso, o Ruth Escobar e outros. Isso sem contar o Teatro Bandeirantes na Brigadeiro Luís Antônio, onde a inesquecível Elis Regina ficou mais de um ano em. cartaz com o show "Falso Brilhante" (um marco na história dos musicais brasileiros).
Encontramos atualmente no Bixiga Várias cantinas que servem a tradicional comida italiana, a escola de samba Vai vai, campeã treze vezes do carnaval paulista, a igreja de Nossa Senhora de Achiropita que cedeu seu nome para a festa de Nossa Senhora Achiropita.
Não foi todo mundo que gostou do Bixiga - é bom lembrar que o "e" da palavra Bixiga passou a "i" devido à boa fala popular. Em 1819, um viajante francês chamado Saint Hilaire, percorreu grande parte do Brasil, inclusive São Paulo, e depois publicou um livro a respeito. Nele escreveu que a única estalagem da cidade era a de um português alcunhado de "Bexiga", e que era imunda - fora então pernoitar na chácara Água Branca, em Pinheiros.
O Bixiga foi crescendo lentamente, sempre dominado pela dualidade de idiomas (português e italiano). Aliás, em algumas Ruas do bairro o italiano era muito mais falado do que a língua-pátria. Quando não era uma das duas, era a junção de ambas - que o compositor Adoniran Barbosa eternizou em centenas de canções e mesmo não sendo do bairro, acabou como símbolo do mesmo.
Em 1948, finalmente o Bixiga encontrou, a sua vocação. Ela o tornaria o mais paulistano e o mais boêmio de todos os bairros da capital. Nesse ano, Franco Zampari alugou um prédio na Rua Maior Diogo e nele instalou o TBC - Teatro Brasileiro de Comédia -, que seria a grande semente da agitada vida cultural e noturna do Bixiga, que perdura e cresce a cada dia. Foi o primeiro passo para transformar o bairro na "Broadway-Bixiga". Novas casas de espetáculos foram sendo montadas, como o Teatro Imprensa, o Sérgio Cardoso, o Ruth Escobar e outros. Isso sem contar o Teatro Bandeirantes na Brigadeiro Luís Antônio, onde a inesquecível Elis Regina ficou mais de um ano em. cartaz com o show "Falso Brilhante" (um marco na história dos musicais brasileiros).
Encontramos atualmente no Bixiga Várias cantinas que servem a tradicional comida italiana, a escola de samba Vai vai, campeã treze vezes do carnaval paulista, a igreja de Nossa Senhora de Achiropita que cedeu seu nome para a festa de Nossa Senhora Achiropita.
O Bixiga constitui parte do distrito da Bela Vista, na região central da cidade, e se prolonga da Avenida 9 de Julho à Brigadeiro Luís Antônio e da Rua Maria Paula à Cardeal Leme, com umas ruas esparramadas mais pra frente ou mais pra trás. Hoje, o Bixiga exala cultura, seja pela qualidade dos espetáculos, seja por suas Ruas (agora bem cuidadas), ou pelos tipos maravilhosos, diferentes e estranhos que por elas circulam, está registrado no site da prefeitura de São Paulo que até o ano 2.000 haviam 63.141 habitantes no bixiga.

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